O TDAH pode se manifestar de maneiras diferentes em cada fase da vida. Na infância, os sinais podem aparecer durante as brincadeiras, tarefas escolares e rotinas familiares. Na adolescência, podem surgir dificuldades maiores com organização, prazos, estudos e controle dos impulsos.
É importante lembrar que apresentar um ou dois comportamentos isolados não confirma TDAH. Para merecer uma avaliação, os sinais geralmente são persistentes, aparecem em mais de um ambiente e provocam prejuízos na vida da criança ou do adolescente.
- DIFICULDADE PARA MANTER A ATENÇÃO
A criança pode ter dificuldade para permanecer concentrada em atividades longas, repetitivas ou pouco interessantes. Ela pode começar uma tarefa e se distrair antes de terminá-la.
Na adolescência, isso pode aparecer como dificuldade para acompanhar explicações, ler textos maiores, estudar para provas ou concluir trabalhos escolares.
- ESQUECIMENTOS FREQUENTES
Esquecer materiais escolares, compromissos, recados e tarefas pode acontecer ocasionalmente com qualquer pessoa. A atenção aumenta quando esses esquecimentos são frequentes e começam a causar problemas.
O adolescente pode esquecer datas de provas, perder prazos ou precisar ser lembrado várias vezes sobre a mesma responsabilidade.
- DIFICULDADE PARA CONCLUIR TAREFAS
Algumas crianças e adolescentes começam várias atividades, mas têm dificuldade para terminá-las. Isso não significa necessariamente preguiça ou falta de interesse.
Eles podem compreender o que precisa ser feito, mas encontrar dificuldade para organizar os passos, manter o esforço e chegar ao final da tarefa.
- AGITAÇÃO OU INQUIETAÇÃO
Na infância, a hiperatividade pode aparecer como correr, levantar-se constantemente, mexer mãos e pés ou falar excessivamente.
Na adolescência, a movimentação intensa pode diminuir e ser substituída por uma sensação de inquietação. O jovem pode balançar as pernas, mexer em objetos ou demonstrar dificuldade para relaxar.
- IMPULSIVIDADE
A impulsividade pode levar a criança ou o adolescente a agir antes de pensar nas consequências. Alguns exemplos são interromper conversas, responder antes da pergunta terminar, ter dificuldade para esperar a vez ou tomar decisões apressadas.
Esse comportamento pode causar conflitos familiares, dificuldades na escola e problemas nas relações com amigos.
- DESORGANIZAÇÃO
A mochila, o quarto, os materiais escolares e os horários podem ficar constantemente desorganizados. Mesmo quando a criança ou o adolescente tenta se organizar, pode não conseguir manter a rotina por muito tempo.
Na adolescência, essa dificuldade pode afetar prazos, compromissos, planejamento dos estudos e administração do tempo.
- DIFICULDADES EM MAIS DE UM AMBIENTE
Um sinal importante é quando as dificuldades aparecem em mais de um lugar, como em casa, na escola e nas relações sociais.
Também é necessário observar se os comportamentos estão causando prejuízos reais no aprendizado, na convivência, na autoestima ou na realização das atividades diárias.
QUANDO PROCURAR ORIENTAÇÃO?
Considere buscar orientação profissional quando os sinais:
- persistirem por vários meses;
- aparecerem em mais de um ambiente;
- forem mais intensos do que o esperado para a idade;
- prejudicarem os estudos, a convivência ou a rotina;
- causarem sofrimento à criança, ao adolescente ou à família.
A avaliação deve ser realizada por profissional qualificado. Problemas de sono, ansiedade, estresse, dificuldades de aprendizagem e outras condições podem produzir sinais semelhantes aos do TDAH.
O QUE A FAMÍLIA PODE FAZER?
Anote situações importantes, converse com a escola e observe quando as dificuldades aparecem. Evite rótulos, comparações e punições excessivas.
Rotinas simples, instruções curtas, divisão das tarefas em etapas e reconhecimento dos esforços podem ajudar durante a busca por orientação.
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O e-book “Será TDAH? Sinais que merecem atenção da infância à adolescência” foi criado para ajudar famílias, cuidadores e educadores a compreenderem melhor esses sinais.
O guia apresenta exemplos por faixa etária, orientações para observar sem rotular, apoio em casa, parceria com a escola e informações sobre avaliação profissional.
Este conteúdo possui finalidade educativa e não substitui diagnóstico, consulta ou atendimento profissional.
Fontes consultadas: Biblioteca Virtual em Saúde do Ministério da Saúde, Protocolo Clínico do TDAH do Ministério da Saúde, CDC e National Institute of Mental Health.
