É comum que crianças apresentem distração, agitação ou impulsividade em alguns momentos. Esses comportamentos, isoladamente, não significam que a criança tenha TDAH.
A atenção deve aumentar quando as dificuldades são frequentes, persistem por um período prolongado e prejudicam a vida da criança em mais de um ambiente, como em casa, na escola e nas relações sociais.
Não existe um exame único que confirme o TDAH. A avaliação deve ser realizada por um profissional qualificado e pode reunir informações da família, da escola e da própria criança, além de investigar outras possíveis causas para os sintomas. CDC, NIMH
A criança apresenta problemas frequentes para acompanhar explicações, concluir atividades, organizar materiais ou lembrar tarefas. Essas dificuldades começam a prejudicar seu aprendizado.
2. Comportamentos semelhantes em mais de um ambiente
Os sinais aparecem tanto em casa quanto na escola ou em outras situações. Quando acontecem somente em um local, é importante investigar o que pode estar influenciando aquele comportamento.
3. Prejuízos nos relacionamentos
A impulsividade, a dificuldade para esperar a vez ou as interrupções constantes podem causar conflitos com familiares, professores e colegas.
4. Sofrimento emocional
A criança pode demonstrar frustração, baixa autoestima, ansiedade ou tristeza por não conseguir cumprir tarefas e acompanhar as expectativas
5. Agitação ou inquietação excessiva
A criança parece estar constantemente em movimento, tem dificuldade para permanecer sentada quando necessário ou fala excessivamente. É importante considerar sua idade e o contexto.
6. Impulsividade que provoca riscos
Agir sem pensar, atravessar locais sem observar, subir em lugares perigosos ou tomar decisões arriscadas pode exigir atenção especial, principalmente quando acontece repetidamente.
7. Dificuldade intensa de organização
Esquecer materiais, perder objetos, não cumprir prazos e não conseguir organizar tarefas pode afetar a rotina familiar e escolar.
Esses sinais não confirmam o diagnóstico. Outras situações, como problemas de sono, ansiedade, dificuldades de aprendizagem, alterações na visão ou audição e mudanças familiares, também podem produzir comportamentos semelhantes.
Quando procurar uma avaliação profissional?
Considere buscar orientação quando os comportamentos:
- acontecem frequentemente;
- persistem por vários meses;
- aparecem em mais de um ambiente;
- são mais intensos do que o esperado para a idade;
- prejudicam os estudos, a convivência familiar ou as amizades;
- causam sofrimento à criança ou ao adolescente.
O primeiro passo pode ser conversar com um pediatra, psicólogo infantil, psiquiatra da infância e adolescência ou outro profissional de saúde qualificado. A escola também pode fornecer informações importantes sobre o comportamento e a aprendizagem.
A avaliação não deve servir para colocar um rótulo. Seu objetivo é compreender as necessidades da criança e encontrar formas adequadas de apoio.
Como a família pode se preparar?
Antes da consulta, anote exemplos concretos dos comportamentos observados:
- quando começaram;
- onde acontecem;
- com que frequência aparecem;
- quais prejuízos provocam;
- o que melhora ou piora a situação.
Se possível, converse com a escola e reúna informações sobre aprendizagem, organização, convivência e comportamento. Leve também dados sobre o sono, a saúde, os medicamentos utilizados e mudanças recentes na rotina familiar.
Evite repreender ou chamar a criança de preguiçosa, desobediente ou desinteressada. Ouvir, acolher e observar com cuidado ajuda o profissional a compreender melhor o que está acontecendo.
Observar é cuidar
Buscar uma avaliação não significa que a criança receberá automaticamente um diagnóstico de TDAH. Significa procurar respostas responsáveis para dificuldades que estão afetando sua qualidade de vida.
Com orientação adequada, família, escola e profissionais podem trabalhar juntos para oferecer apoio, desenvolver estratégias e valorizar as capacidades da criança ou do adolescente.
Este conteúdo possui finalidade educativa e não substitui diagnóstico, consulta ou atendimento profissional.
Fontes consultadas: Centers for Disease Control and Prevention (CDC) e National Institute of Mental Health (NIMH).
